A eficiência energética em edifícios é um desafio de elevado impacto económico com implicações técnicas e legais. Cada vez mais empresas se dedicam a melhorar as suas instalações, embora este assunto também se refira aos centros comerciais e indústria. Graças à implementação de diferentes medidas, é possível poupar eno consumo energético o que terá impacto direto no meio ambiente e nas contas de uma empresa.

Nesta publicação vamos falar sobre o que é exatamente a poupança energética em edifícios, como é possível atingi-la, os seus benefícios e as poupanças que pode trazer a uma empresa. Assim, obterá um conhecimento profundo e rigoroso.

 

O que é poupança energética em edifícios?

 

Eficiência energética é um termo que é aplicado aos equipamentos ou edifícios que consomem o mínimo de energia possível enquanto mantém a qualidade na sua utilização e dos seus serviços. O objetivo é proteger o ambiente e alcançar poupanças monetárias significativas. Assim, os processos levados a cabo nesses edifícios ou com esses equipamentos são otimizados e os consumos realizados serão cada vez menores.

Para conseguir atingir esse objetivo pode optar-se por várias estratégias. Uma delas passa por mentalizar os trabalhadores da sua responsabilidade. Isto é, promover a correta utilização das instalações e equipamentos. Alguns desses comportamentos, por exemplo não sobrecarregar o sistema de aquecimento, ou não deixar a torneira a correr após a utilização, podem ter um impacto grande.

 

Quanto dinheiro se pode poupar?

 

Optar por melhorias que reduzem o consumo energético deve ser visto como um investimento. Embora o potencial de poupança energética varie consoante o setor e envergadura da empresa, a poupança energética nos edifícios situa-se em cerca de 25% da fatura energética da empresa. Isto não é algo que deva causar surpresa, pois na verdade, recorrer a equipamentos eficientes, impermeabilizar uma fachada ou evitar gastos desnecessários possibilitam essa redução no peso das faturas.

Alem disso, a maioria das alterações não são especialmente caras e podem ser consideradas no plano de crescimento das empresas. Por exemplo, quando chegar o momento de substituir a iluminação, optar por LED permitirá reduzir o consumo elétrico. Investir em maquinaria eficiente é um sucesso. Atualmente, os equipamentos e edifícios enquadram-se numa série de classes de performance, de que falaremos mais adiante. A diferença entre essas categorias equivale a poupanças significativas. Quanto mais elevada for a classe, maior é a eficiência e menos dinheiro se gasta.

Por exemplo, uma máquina de classe A +++ representa uma poupança de 76% de consumos elétricos. Só por si isto já é assinalável, mas quando combinado com as características do edifício, com uma iluminação adequada e com os outros equipamentos eficientes, a melhoria económica disparar.

 

Como é medida a eficiência energética de um edifício?

 

A eficiência energética de um edifício é calculada medindo a energia consumida em um ano, sob condições normais de atividade e ocupação, e tendo em conta os consumos com aquecimento, arrefecimento e arrefecimento, águas quentes, ventilação e iluminação. O resultado é expresso em kilowatt hora por metro quadrado por ano e em quilogramas de CO2 por metro quadrado.

Ambos os indicadores são comparados com as médias oficiais tabeladas e assim se fica a conhecer a classe a que o edifício pertence, indicando a sua eficiência. A classificação vai de A +++ a G. Por exemplo, um edifício de classe A mantém uma eficiência de 90% em relação a um de classe G, e por isso compensa ainda levar a cabo medidas de melhoria que aumentem a sua categoria.

 

Como pode uma empresa atingir eficiência energética?

 

Atingir eficiência energética não é uma tarefa impossível. Um dos primeiros requisitos é desenhar um plano que inclua os objetivos da empresa, as ações para atingi-los, quem será afetado e quais as medidas para corrigir problemas que possam surgir. Desta maneira, é criado um roteiro que qualquer colaborador pode consultar e que deve ser baseado na realidade da empresa.

Analisar as características do local e do edifício onde se desenvolve o negócio é o primeiro passo do plano. A ideia é conhecer o ponto de partida, identificar os processos que consomem mais energia, contabilizar os gastos energéticos atuais e começar a estabelecer os objetivos prioritários. De seguida vem o desenvolvimento de cada ação e a sua implementação.

Há fatores que influenciam maiores consumos do que a média. Uma bom exemplo é a idade do edifício. Em geral, quanto mais velhas as instalações, menos eficientes serão. Felizmente, isto pode ser resolvido levando a cabo as medidas de melhoria necessárias. A fachada é um elemento importante, pois permite que o calor escape. Contudo, a reabilitação deste elemento aumentando o seu isolamento é a solução mais indicada.

Além disso, aproveitar a luz natural, em função da orientação do sol, permite tanto reduzir o consumo elétrico, como em combustíveis fósseis utilizados na alimentação do sistema de aquecimento. Deve ser prestada especial atenção ao clima da região e atuar de acordo com o mesmo. Também é necessário que o edifício possua uma boa estanquicidade, o que promove a eficiência da ventilação artificial. Infiltrações de ar aumentam o consumo, pois os equipamentos de aquecimento terão de compensá-lo caso este seja significante.

 

Afinal, não se trata apenas de cuidar do meio ambiente, já que no final a empresa consegue poupar dinheiro quando atinge uma eficiência energética elevada. Isto liberta recursos para a organização crescer, enquanto tem um impacto positivo no meio ambiente.

Em suma, melhorar a eficiência energética dos edifícios não é uma tarefa impossível. Só tem de se optar por planear e tomar as ações apropriadas. Pode demorar algum tempo, e certamente que requer algum investimento monetário, mas os resultados serão visíveis na fatura da eletricidade e do gás. Além do mais, estará a contribuir para a proteção do ambiente.

 

Contudo, a principal razão para apostar em eficiência energética nos edifícios é atingir uma média de poupanças de 25% nos custos derivados dos consumos energéticos. Uma parcela compensatória.

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